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Líder do governo pede à PF e à PGR informações sobre caso “Dark Horse”

Por CNN Brasil

Líder do governo no Senado Federal, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) protocolou nessa quinta-feira (20) dois ofícios solicitando informações à PF (Polícia Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o caso “Dark Horse“, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A CNN Brasil teve acesso aos documentos enviados pela senadora aos dois órgãos.

A iniciativa de Teresa Leitão ocorre em meio à ofensiva da oposição no Congresso Nacional sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos ofícios, a senadora quer saber quais procedimentos, petições, inquéritos e investigações tramitam ou tramitaram sobre o financiamento de Daniel Vorcaro à cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A parlamentar também questiona se existe procedimento relacionado a uma disputa judicial por uma mansão de R$ 10 milhões em Angra dos Reis que envolve um amigo de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência da República. A líder do governo pede ainda acesso a informações que não estiverem protegidas por sigilo.

Flávio teria negociado cerca de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar a produção. A informação foi revelada em reportagem do Intercept Brasil, que teve acesso a áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários relacionados às tratativas entre Flávio e Vorcaro.

A investigação busca rastrear cerca de R$ 61 milhões, quantia que de fato teria sido repassada pelo banqueiro do valor total prometido. O inquérito tramita sob sigilo e apura se houve irregularidade nos pagamentos ou eventual contrapartida relacionada a Flávio.

O caso Dark Horse foi um dos principais abalos para Flávio Bolsonaro durante a pré-campanha e um dos fatores que mais dificultaram uma tração inicial maior do candidato.

Em maio, Flávio havia dito à CNN Brasil que estava “100% disposto” a tornar público o contrato relacionado ao financiamento do longa e afirmou que o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, havia sido integralmente aplicado na produção.

Dias depois, o senador afirmou ter solicitado à produtora Go Up Entertainment uma prestação de contas das despesas e disse que o detalhamento deveria ser feito de forma transparente. O prazo mencionado por Flávio naquele momento era de 30 dias.

Mais de 90 dias depois, a prestação de contas ainda não foi apresentada publicamente.

Ofensiva contra Lulinha

Nesta quinta-feira (20), o senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, começou a enviar a deputados e senadores pedidos de assinatura em um requerimento para abrir uma nova CPMI dedicada a apurar a atuação de Lulinha.

Sob reserva, fontes ligadas ao PT afirmam que a iniciativa de Teresa Leitão faz parte de uma estratégia para reagir à ofensiva da oposição sobre o caso Lulinha.