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Caiado critica Flávio por pedir adiamento de tarifas: “inaceitável”

Por Correio Braziliense

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (8/7), que aqueles que votarem no presidenciável e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estarão reelegendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A fala ocorreu durante evento em Brasília promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Vocês sabem que, se votar no Flávio, vai eleger o Lula. Se não tiver quem possa enfrentá-lo no segundo turno, vocês vão com o desmando que vocês já experimentaram no Dilma 2, e esse processo vai continuar”, disse Caiado.

Além disso, o pré-candidato avaliou como “inaceitável” e “infeliz” o pedido de Flávio Bolsonaro de que o tarifaço seja adiado, pelo menos, até depois das eleições. “Este assunto não deve ser tratado apenas no interstício da campanha eleitoral. Nós estaríamos convalidando com o populismo irresponsável do Lula”, disse a jornalistas.

Ainda durante o evento, o pré-candidato reforçou que nunca esteve envolvido em escândalos de corrupção em toda sua vida, e que terá coragem para implantar reformas necessárias para reduzir o valor do endividamento no Brasil.

Além disso, classificou o Brasil como o país dos “nãos”. “Tudo para o empresário é não. O problema é ambiental, de crédito, de local, de segurança, de mão de obra, do horário de trabalho ou na parte trabalhista”, detalhou.

Fim da escala 6×1

O pré-candidato também criticou o viés eleitoral dado ao fim da escala 6×1 pelo governo Lula. A pauta tramita via proposta de emenda à Constituição (PEC) no Congresso Nacional, e aguarda despacho no Senado Federal há mais de 40 dias.

“Não tenho nada contra, mas nos dê um prazo para que a gente possa sobreviver e não ter que, amanhã, fechar as nossas empresas ou diminuir a nossa capacidade produtiva”, explicou. Segundo Caiado, é uma irresponsabilidade e uma “coação eleitoral” que tais mudanças devam ser implementadas em um período de dois meses, podendo “quebrar” empresas, mas gerando um efeito antes das eleições em outubro.

Estreito de Ormuz

Diante da guerra no Oriente Médio e do aumento no preço dos combustíveis, Caiado afirmou que o Brasil não precisa do estreito de Ormuz, mas sim de um presidente capaz de negociar e explorar o potencial do país.

Para ele, o Brasil continua como na era colonial, em que as riquezas são exportadas para fora do país. “Isto não é culpa, de maneira nenhuma, do acaso. Foi na ausência de estadistas à frente do país”, avaliou.