O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), avalia enviar a investigação contra o Banco Master para a primeira instância da Justiça, onde o caso tramitava até o final do ano passado.
A decisão de renunciar ao caso e remeter a investigação para a primeira instância dependerá da instrução do processo, da conclusão da PF em seu relatório final e de uma manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Não há uma data certa para isso acontecer.
Toffoli prorrogou a conclusão da investigação por mais dois meses atendendo a um pedido feito pela Polícia Federal. Os investigadores ainda têm de acompanhar a extração e análise dos materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero e colher o depoimento de investigados.
A atuação do ministro à frente do inquérito que investiga fraudes do Banco Master tem incomodado integrantes do STF, que passaram a discutir nos bastidores maneiras de evitar maiores desgastes à imagem da Corte.
Fachin segue em férias, mas alegou a pessoas próximas que o “momento exige” sua presença em Brasília. O ministro tem buscado articular uma saída institucional para evitar uma crise na imagem do Tribunal.
Entre as alternativas discutidas pela ala crítica às decisões do magistrado está a devolução do processo à primeira instância. A avaliação desses ministros é a de que a remessa do caso à primeira instância ajudaria a aliviar a pressão, retiraria o STF dos holofotes e manteria a validade das ordens dadas por Toffoli nas últimas semanas.

